segunda-feira, 17 de março de 2014

Batalha de Ragnarok - Mitologia Nórdica

Antes de tudo acontecer, Loki havia sido preso, juntamente de outros monstros, e condenado à eterna tortura. Entretanto, como ele possuía uma lábia e uma influência que ia muito além de sua prisão, ele conseguiu instigar vários conflitos entre os seres humanos.

Além disso, havia dois lobos – Skoll e Hati – que perseguiam incessantemente o sol e a lua, mas sem nunca conseguir alcançar os astros para devorá-los. Eis que, quando o Ragnorok estava para começar, os dois lobos finalmente alcançaram o sol e a lua, fato que mergulhou a Terra em trevas e que provocou vários terremotos por Midgard, e isso acabou soltando Loki e os gigantes de suas prisões.
Os asgardianos, ao saberem do ocorrido, aliaram-se aos milhares de guerreiros mortos que repousavam no Valhalla e também aos diversos espíritos naturais, chamados de Vanas e migraram para o campo de Vigrid – onde seria tramada a batalha final que fora profetizada.
Do outro lado, havia Loki e seus seguidores, além dos mortos que vieram do inferno, e então o grande conflito aconteceu.
Fenrir, um lobo que era filho de Loki e pai de Skoll e Hati, era o responsável por tomar a vida de Odin em uma luta que feriu gravemente o grande lobo, mas foi Vidar, um dos filhos de Odin e superado, em força, somente por Thor, que matou Fenrir. Ao ver seu pai ser morto pela fera, Vidar rumou para Fenrir com um ódio único e decidiu matar o lobo por dentro: quando o mesmo tentou abocanhá-lo, Vidar pisou em sua língua e com sua força empurrou a parte de cima da boca do lobo para cima até parti-lo em dois.
Thor travou uma batalha com Jormungand, uma serpente filha de Loki. Thor conseguiu matá-la com sua força e com a ajuda do Mjolnir, entretanto, antes de morrer, ela acabou mordendo Thor e envenenando-o, o que acabou resultando na sua morte.  Thor não soltou seu martelo de forma alguma após morrer, e ninguém conseguiu separar o deus de sua arma.
Loki, finalmente, acabou tendo uma difícil batalha com Heimdall, o guardião da ponte que levava ao reino dos AEsir, entretanto, dessa batalha não houve nenhum vencedor, pois ambos acabaram falecendo, um perante ao outro.
Após, então, inúmeras mortes, principalmente as de Odin e Loki, tudo começou a ruir, principalmente Yggdrasil, a Árvore dos Mundos, que havia sido derrubada por Nidhogg que a roeu por incontáveis anos.
A maioria dos deuses acabou encontrando a morte, mas alguns deles sobreviveram, como Vidar e Magni – um dos filhos de Thor. Além disso, um casal de humanos, Lif e Lifthrasi, se escondeu na carcaça de Yggdrasil e acabaram sobrevivendo, e foram eles os responsáveis por perpetuar a espécie humana. Nidhogg, a grande serpente, sobreviveu para que o equilíbrio do bem e do mal fosse mantido. Um novo sol surgiu das carcaças e escombros, e do mar surgiu uma nova terra. Com isso, o Ragnarok se passou, e os principais males foram extintos para sempre.
Um fato interessante foi que mesmo ao enfrentar a morte, cada um dos deuses estava sorrindo. Isso porque eles eram um povo guerreiro e viviam para lutar, e porque uma morte honrosa em batalha era digna de um lugar no Valhalla, o paraíso nórdico, sem falar também que cada um cumpriu o seu destino nessa última batalha que reformaria o universo inteiro.

Livro Mitos Gregos




Mitos gregos, livro de Paulo Sérgio de Vasconcellos:

http://grego-12e.wikispaces.com/file/view/mitos_gregos.pdf


sábado, 2 de novembro de 2013

CRÍTICA AO FILME "HOMEM DE AÇO"


CRÍTICA AO FILME "GUERRA MUNDIAL Z"


CRÍTICA AO FILME HOMEM DE FERRO


CRÍTICA APONTAMENTO/ CRÍTICA A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS



Resenha crítica com utilização de 1ª e 2ª pessoa
A resenha crítica literária é um tipo de texto que não precisa necessariamente estar preso a moldes predeterminados (salvo o caso da resenha acadêmica); como podemos ver em jornais e revistas, a crítica, muitas vezes tem uma estrutura livre. Porém, dentro desta liberdade, é fundamental que, ao longo do texto, as ideias estejam bem concatenadas, bem seqüenciadas, tornando o corpo do texto conciso, claro, objetivo e coerente. Ainda é importante que durante o desenvolvimento do texto, fique claro para o leitor o conteúdo doa obra analisada e as criticas feitas. Dentro desse contexto, é possível utilizar 1ª e 2ª pessoas; claro que de forma comedida e sem repetições desnecessárias. Construções do tipo “na minha opinião”, “acredito que”, “para mim”, de forma seqüenciada, constituem uma repetição desnecessária do uso da 1ª pessoa. Da mesma forma que usar verbos no imperativo, seguidos do pronome “você” também é repetição sem necessidade. Portanto, uma crítica pode ser feira dentro de uma estrutura menos rígidas; porém não se pode esquecer de manter uma seqüência lógica e bem agrupada de ideias/críticas.




Crítica Literária: A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak



Desde pequenos aprendemos a ouvir histórias e estórias. Das mais variadas, sejam elas folclóricas ou cotidianas. Quando crianças, quantos de nós não sentamos no tapete da casa da vó para que ela pudesse encher nossas mentes com contos e bobageiras? Quando crescemos ainda gostamos de ouvir os causos e ainda gostamos de contar causos… o que não não significa que saibamos contá-los. A habilidade de contar vem a poucos e poucas. Então, que tal ouvirmos uma história contada pela provável melhor contadora que existe? Que tal ouvir uma história contada pela Morte?
E é assim que temos o livro de Markus Zusak, um amontoado de palavras que te seguram como algemas e resistem a lhe soltar, mesmo quando a leitura acaba. O autor conta sobre Liesel Meminger, nascida pouco antes da Segunda Guerra Mundial, e que passará por tempos conturbados durante sua vida. Tudo começa com um trem…
Eu diria em nota pessoal que os trens estão sempre presentes quando pensamos em guerras passadas na Europa. Lembramos das cenas dos filmes que vimos, com trens cheios de soldados sendo levados a campos de batalha. Lembramos dos nazistas levando judeus a campos de concentração. Lembramos do som da máquina e da neve… sentimos frio. É nesse clima bucólico em meio ao desespero que começa a história de Liesel. Que há poucos momentos olhou às pupilas mortas do irmão e às pupilas vazias de sua mãe.
Zusak, ou a Morte, no caso do livro, usa o poder das palavras. Lendo “A Menina que Roubava Livros” você passará a dar mais importância às palavras. Definitivamente. Assim como a menina, que começa sua vida de ladra ainda muito criança, após o enterro do irmão, quando o primeiro livro “pede” para que ela o leve. Ela se sente embriagada pelas palavras, necessitada. Na verdade, na época ela ainda não sabia ler. Mas mesmo assim, ela sente a cleptomania súbita a invadir, que a faz retirar aquele livrinho da neve. Que a fez escondê-lo. E que a fez uma amante de palavras…
A menina está, no momento em que o irmão falece, sendo levada para uma família de criação na rua Himmel, uma área pobre na cidade de Molching. Lá ela conhece seus pais adotivos: Hans e Rosa Hubermann. O homem de olhos de prata e a dona de casa rabugenta. Desde o início da história a Morte ressalta as cores.  E os olhos de prata de Hans não vão sair de sua mente, caro leitor, não pelo menos antes da primeira semana após o fim da leitura. Ele possui os olhos de afago que todos gostaríamos de ter, assim como o coração nobre e sagaz.
Rosa. A dona de casa, senhora mamãe de criação de Liesel, a gorda de cabelos de vassoura. A arrogante. O primeiro sentimento que Rosa nos desperta é a raiva. Não há como gostar de alguém tão prepotente, que fala tanto e que age como uma saumensch (palavra bem utilizada no livro). Mas aos poucos ela vem ganhando sua admiração. E, após alguns capítulos, Rosa passa a não ser somente a mais odiada… ela passa a ser levemente aclamada e de certa forma adorada. Sim, uma saumensch adorada. Quem mais faria por um “criminoso” o que Rosa fez? Aliás, quem mais faria por um “criminoso” o que Rosa, Liesel e Hans fizeram?
(***)
“A Menina que Roubava Livros” é aquele livro que te prende, sim. E é também aquele livro que te faz odiar o autor, por ser tão cruél. É aquele livro que te faz pensar no quão injusta é a vida e em como devem ter sido difíceis os tempos de guerra. A menina que roubava livros, a sacudidora de palavras, a Liesel Meminger. Você se emocionará com a história dessa menina… Os últimos capítulos vão chegando e seu coração padece a cada palavra lida. A cada segundo gasto… A história de Liesel é um conto que merece ser lido. Então, como a frase que é slogan do livro diz: “quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.” Leia. Vale o tempo gasto.

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